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sábado, 5 de agosto de 2017

Você tem olhar crítico ou se critica?

Uma das coisas que se ganha quando se treina o olhar é uma habilidade de se atentar a detalhes que a maior parte das pessoas não percebe de forma consciente. Alinhamentos, combinação de cores, composições, a mensagem oculta por trás de cada forma.

Tudo isso é percebido pelo olhar de um designer, com o tempo de forma cada vez mais rápida e intuitiva. A gente aprende a ler os pequenos detalhes por assim dizer.

O problema que pode surgir dessa habilidade é quando o profissional usa isso pra avaliar o próprio trabalho, após concluído e não enquanto realiza um projeto. Nesse caso o que tinha que ser realizado sai sem o conceito desejado e sobra apenas a autocrítica destrutiva em seu lugar.

O pior é que isso não leva a lugar nenhum, se você fez tudo que devia fazer durante a criação, não se critique. O trabalho estará bom, anote mentalmente o que ficou legal e veja o que não está bom e corrija. Não perca tempo se torturando!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

O que é valor em Design?

Muita gente na nossa área acabam se tornando extremamente técnicos ou muito focados apenas na parte visual, ou seja se especializam na ferramenta e esquecem do objetivo de nossa profissão: Gerar, amplificar e agregar valor as coisas.

Valor, além de ser um conjunto de qualidades que geram ganho ao usuário, também tem a ver com o princípio da percepção que os consumidores tem de produtos e serviços. É aquela história, não basta ser bom no que você faz se quem usa não sente nenhum ganho real em sua vida por conta disso.

Toda campanha, material, apresentação, produto ou serviço que chega em suas mãos, geralmente vai chegar com o conteúdo pronto, e vão te passar com uma expectativa de melhora ou criação visual, o foco de um Designer deve estar no porque o cliente precisa daquele visual. Esses sãos os objetivos da campanha que devem ser alcançados por meio do seu trabalho. Se não conseguir atingir essas metas, todo seu esforço terá sido em vão e o seu cliente terá perdido dinheiro.

Por isso o primeiro passo para entender valor é descrever as funcionalidades do produto e como isso resolverá os problemas do consumidor final. Valor é o resultado dessa equação e é isso que você deverá realçar e expor usando a melhor técnica para o resultado necessário.

Procure sempre antes de começar um novo trabalho entender quais são os pontos de valor que devem ser a base do seu trabalho, para isso entreviste, tanto cliente quanto consumidor final, estude o mercado, conheça as praças, vá além do desenho e com certeza irá gerar projetos de valor aos seus clientes.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Valores no Mercado de Design

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Falar de valores em Design é sempre um assunto delicado por conta da falta de isonomia de custos que permeia o mercado brasileiro. Por exemplo faça uma experiência você mesmo: Experimente fazer um orçamento em cinco agências diferentes, cada uma em um estado diferente.

Não vou citar valores em reais, pois é o tipo de coisa que muita gente só acredita vendo um orçamento em mãos, mas em média você vai constatar que a agência que estiver na região Sudeste irá cobrar até três vezes mais que uma agência disposta no Nordeste e até duas vezes mais que uma que esteja alocada no Rio de Janeiro.

Lógico que há exceções e mais lógico ainda que estou considerando nesta análise agências de pequeno a médio porte e sérias. Se for considerar as aventureiras que passam qualquer valor só pra fechar, eu teria que escrever um novo artigo só sobre elas, tamanho é o problema que geram no mercado.

Pois bem, se as agências são sérias, o que acarreta a falta de paridade nos custos? Não se trata de diferença de qualidade, pois há agências fantásticas atuando no Nordeste. Não se trata de diferenças de custo de vida também, pois com certeza a diferença entre Norte e Sul do País não é de mais de 50%. se não é uma questão técnica ou econômica, o que seria?

Valor Cultural do Design

Um dos fatores é a percepção de valor que cada nicho cultural visualiza no Design. Isso é devido ao nível de concorrência local dos diversos tipos de mercado. Quanto mais as empresas precisam se destacar para conquistar sua fatia de mercado, mais investem em Design, Publicidade e Marketing. É o que acontece na cidade de São Paulo por exemplo, cada vez mais até mesmo as MPEs percebem que precisam de soluções de alta qualidade em comunicação para alcançar o consumidor e quem não investe fatalmente perde para a concorrência.

Quanto menos precisam realizar para manter uma fatia de mercado, menos investem proporcionalmente. Se esse quadro de não precisar se destacar de forma significativa permanece por mais de duas décadas, a percepção do valor do serviço se esvai por completo, pois a nova geração já entra no mercado de trabalho com a fé de que investir em comunicação não é uma prioridade. Pior que isso, os novos Designers já entram no mercado com uma percepção alterada do valor do próprio trabalho, numa espécie de cegueira de mercado digna de um conto de Platão. Isso pode ser visualizado em cidades que estejam mais ao norte do país, por exemplo.

Isso é um mero fator cultural, pois se trata única e exclusivamente de percepção de valor. O agravante que acaba somando à isso é a falta de uma instituição central que regule os custos e a qualidade de entrega. Sem isso, cada um se auto-regula de acordo com o permeia, se muitos clientes dizem que só vão pagar R$ 500,00 por um serviço, este passa a ser o valor do serviço, ignorando inclusive os custos de desenvolvimento deste.

E como resolve?

Dar valor a um serviço sem projetar seus custos é irresponsabilidade, porém devemos sempre considerar o mercado local e o macro ao considerar preços de serviços e produtos gerados pelo Design. Crie novas formas de comercialização, mas nunca perca o foco do real valor do seu trabalho!

Outra coisa que nunca deve ser esquecida é a metrificação correta do orçamento, existem diversas planilhas na internet que ajudam a calcular os custos de um Designer e o SEBRAE, pode ajuda-lo com isso também. Com isso é possível fornecer orçamentos realistas e bem fundamentados. Não se esqueça:  Caro é tudo aquilo que não entendemos o porque do custo.

Em último caso, se as barreiras culturais para a percepção do valor do trabalho estiverem muito fortes, não se esqueça que hoje em dia, você não está preso à um único mercado, tudo de que precisa é de uma conexão com internet e um bom portfólio e portas se abrem em qualquer lugar do mundo.

Para finalizar lembre-se, antes de reclamar dos clientes que não enxergam valor no seu trabalho, reveja você mesmo como se enxerga e valorize-se!



sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tudo começa na escola ou deveria…

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O Brasil carece de mais escolas de Design Digital. Fato! E das que existem, nem todas focam no ensino do Design. Infelizmente outro fato.

Como não existem muitas escolas especializadas no Brasil no ensino do Design Digital, logo a opção que sobra são as escolas de informática, que tratam o ensino do Design de forma rasa em muitos casos.

Limitam-se a ensinar o software e ainda sinalizam ao mercado que com isso formam profissionais prontos pra exercer funções de Design Digital. Nesse ponto tanto empresários que buscam profissionais quanto alunos que pagaram por uma formação são iludidos.

Para exemplifcar o que eu digo, pensem num marceneiro, não é porque ele se tornou um especialista em martelar, que ele sabe a melhor forma de montar uma cadeira. Um marceneiro tem que estudar um monte de outras coisas para por sua criatividade em curso de um jeito correto e assim criar cadeiras eficientes. Assim sendo, porque será que ao aprender muito bem Photoshop a pessoa já acredita que isso basta pra ser Designer?

Lógico, disso podem e vão surgir excessões, devido a uma coisa chamada Dom. Quem tem Dom acerta, mesmo que não saiba  porque acertou. Mas será que é uma boa pro mercado e para os Designers confiar apenas no Dom?

Só pra listar o que se precisa aprender pra montar um bom site, a pessoa tem que entender de ergonomia, gestalt, tipografia, fotografia, teoria das cores, Arquitetura da informação entre outras coisas que podem ser necessárias ao projeto. Note que não citei softwares!

Pra piorar o problema, em vez de cobrarem mais de suas escolas, muitos profissionais perdem tempo limitando-se a discutir que software é melhor quase numa disputa religiosa.

Porém há esperança, existem muitas escolas boas surgindo e cursos interessantes. Caso more em São Paulo, recomendo a Unibero (Anhanguera) ou Senac. Para apredizado dos softwares que é obrigação, mas não é tudo, a Impacta e a Saga se destacam.



terça-feira, 14 de junho de 2011

Qual é o retorno do Design ao cliente?

Hoje em dia uma das principais perguntas dos designers mais jovens é a clássica: “Quanto vale o meu trabalho?” Já vi diversas tabelas que tentam orientar e equalizar o valor do serviço aqui no Brasil, mas poucas pessoas dizem a realidade: Seu valor é proporcional ao retorno do cliente. Ou seja, que vantagem ele ganha por ter investido em Design. Para esclarecer mais o assunto, selecionei algumas coisas que seu trabalho deve gerar à qualquer cliente.

Valorização da Marca do cliente

Não importa quem seja o cliente, ninguém paga um Designer só para deixar algo bonitinho. Isso qualquer especialista em computação gráfica pode fazer, sem maiores problemas e por um custo muito menor.

Todo cliente espera como objetivo primordial de qualquer job realizado pelo Designer que a Marca saia mais valorizada e deve ser esse o objetivo máximo de qualquer ação. Isso pode ser alcançado com coisas simples, tais como: O correto posicionamento do logotipo nos materiais, definição da hierarquia visual de forma mais eficiente e sempre usar as cores pertinentes à identidade visual descrita no manual da Marca. É verdade que hoje em dia ainda existem muitas empresas que simplesmente não possuem esse documento, mas em vez de fazer de qualquer jeito, ofereça o serviço de produção do Manual! O Designer e o cliente saem ganhando nisso.

Aproximação do cliente com seu público

Criar uma peça de comunicação seja digital ou impressa sempre tem dois objetivos muito básicos: O primeiro é comunicar a mensagem de forma apropriada ao público-alvo. O segundo é na verdade resultado do primeiro objetivo, gerar aproximação do anunciante com o público.

Não tem muito segredo, apenas se comunique na linguagem do público, de forma inovadora e interativa. Um bom exemplo disso, foi uma capa da revista Veja onde o leitor via seu rosto espelhado na capa. Curiosamente dois meses antes da publicação da revista eu criei uma peça no âmbito universitário que tinha a mesma idéia! Vejam abaixo.

anunciohonda_thumb[5]No centro coloquei esse rapaz sorridente pra ilustrar onde iria o papel espelhado. Com isso conseguiria comunicar a mensagem do anúncio e ainda promoveria interação do anunciante com o público e num impresso!

Lucro!

Pode parecer óbvio dizer isso, mas se você cria uma ação ela tem a obrigação de gerar lucro ao cliente! Não adianta nada um vídeo publicitário ganhar prêmios pelo mundo todo e não dar retorno efetivo ao cliente junto ao públio-alvo dele, que em muitos casos nem fica sabendo da existência de tantos prêmios por trás do vídeo.

Então se o seu trabalho ficou bom, não deixe de coletar os dados que comprovam a efetividade real da ação. E o número que vai comprovar isso sempre será o aumento na lucratividade. 

Concluindo

Documentar esses retornos é muito importante ao Designer na hora que tiver que fazer uma apresentação sobre si ou seu trabalho. Se tiver tudo isso bem documentado, na hora de passar seu orçamento perceberá que contra fatos, não há argumentos.



segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Futuro é Agora!

O Futuro é agora! Aos mais jovens, essa frase de cunho totalmente publicitário, provavelmente não terá o mesmo sentido que aos ouvidos de quem tem mais de 25 anos e pôde viver nos anos 80. Naquela epóca imaginavamos coisas para a primeira década do século 21, que  iam desde a implantes cibernéticos até cafeteiras que atendessem por comando de voz. Pois é, e não é que esse futuro chegou? Vejam só esses dois artigos abaixo:

Cafeteira com comando de voz, Speak n’ Brew, da Primula Products

Implante ocular ajuda cegos a ver

E o Designer nesse futuro?

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Nesse ambiente que cada vez mais parece saído do filme Blade Runner, coisas como a criação de interface, deixaram de se tornar uma questão de arte para cada vez mais direcionar o homem na sua integração com as máquinas. Com isso o papel do Designer na construção dessa nova sociedade digital deixa de ter aspecto acessório para se tornar fundamental como um engenheiro visual que irá permear a comunicação, determinando o que pode e deve ser feito nos meios digitais.

Mais do que determinante no sucesso ou fracasso de um projeto cabe aos Designers desta nova realidade serem os criadores das novas funcionalidades que irão determinar tendências para o futuro.

Um exemplo atual disso foi a invenção do conceito dos Tablets, que teve seu começo na realidade na interface do iPhone e depois expandido para o iPad. O tablet é um hábito tão bem aceito pelos consumidores que recentemente o Portal G1, noticiou que em virtude do sucesso dos Tablets, a venda de computadores caiu em todo o mundo.

Ou seja, uma idéia simples, um computador em formato de prancheta, que na verdade nasceu nos antigos filmes e seriados de ficção científica, tais como Star Trek entre outros, que ao ser implementada mudou todo um modo das pessoas encararem a informática. Lógico, não é uma mudança radical e sim gradual, e teve que ser inserida pela mídia aos poucos na vida das pessoas. Aos poucos, no caso dos Tablets são mais de cinquenta anos, vendo essa tecnologia operando em filmes e séries!

Percebem agora o poder de mudança que um Designer ganha na nova sociedade digital? Pensem nisso!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cinco coisas que um Designer deve se atentar

Muita gente comenta sobre pecados que designers não devem cometer, mas sem querer desmerecer tais textos, tenho a sensação de que se trata de coisas voltadas a quem ainda não é Designer. Por isso, para quem já é Designer selecionei cinco armadilhas que deve evitar.
1 – A soberba é sua inimiga
Uma das piores coisas que pode acontecer a um designer é começar a ficar convencido demais. Quando o profissional já se acha o cara, é o momento em que ele para de correr atrás de conhecimentos para evoluir. Simplesmente por não sentir mais necessidade, afinal ele já é bom o bastante para tudo e se acha o cara!
Designer que para de aprender, deixa de ser Designer.
2 – Não se foque apenas em estudos de Design
Design sempre foi uma ciência multi-disciplinar. Muito provavelmente a primeira da história com essa característica, ou seja é uma ciência que para ser exercida depende do conhecimento profundo de outras áreas para que o Designer saiba produzir as peças exigidas.
Exemplo onde isso fica muito claro é no Design de Produto, onde é obrigatório o profissional conhecer os processos de produção para poder projetar. Então queridos amigos webdesigners que não sabem programar, atentem-se a isso.
3 – Não saber criar relacionamentos aonde vai
Para os que não sabem, Design não pertence à área de TI e sim à área de Comunicação Social, logo saber se comunicar e criar bons contatos aonde passa deve ser uma habilidade nata de qualquer Designer! É por meio desta habilidade que ele absorve o que fazer inclusive para resolver um  job!
Mas lembre-se, não tem nada mais feio do que ser legal com as pessoas só por interesse. Além de ser desagradável só mostra que você não é de confiança. Então não force a barra, seja legal e comunique-se com todos à sua volta por igual.
4 – Não saber interpretar Briefing
Um problema grave é quando o Designer pega o briefing e por consequência de já sofrer do primeiro e do segundo problema apresentados aqui, desaprende a ler Briefing.
Aí acontece um caso de desrespeito que raramente passa impune. A equipe comercial gasta um tempão organizando o Briefing, detalha tudo com muitas vezes dados oriundos de uma cara análise de mercado, e o designer ou diretor de arte simplesmente ignora aquilo e faz o que ele acha que vai ficar bacana.
Um Designer ter opinião é vital. Um Designer que considera sua opinião acima de qualquer outro dado, é artista plástico (sem querer desmerecer os artistas plásticos).
5 – Não saber ouvir opiniões
Tem muita gente que até que é humilde, estuda, se esforça e tudo mais, mas peca num detalhe importante: Saber escutar.
Muitas vezes a melhor idéia vem de onde menos se espera, e saber manter os ouvidos bem abertos para capta-la é vital!
Por isso em muitas agências o processo de Brainstoming envolve todas as áreas da agência, a recepcionista, a moça da limpeza, o gerente financeito, todos tem direito de contribuir e é de bom senso ouvir.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

EcoDesign para Webdesigners

Quando falamos de EcoDesign nos dias atuais, lembramos de forma mais efetiva de produtos ecológicos, tais como lápis que usam madeira de áreas reflorestadas, chapéus que usam fibra de côco, carros elétricos e até mesmo do projeto do Biocombustível. Mas quando passamos à mídias digitais, fica difícil imaginar como podemos criar soluções ecológicas que sejam realmente eficientes.

Por isso organizei uma lista de medidas que podem ser tomadas para tornar o seu projeto digital mais bacana para com o planeta, veja só:

1 – Cores escuras

Apesar de vivermos em tempos onde muita gente acredita que para um projeto ser “clean”, ele deve ter uma predominância de branco em sua composição e de tons que sejam claros e simples, o uso de tons mais escuros exigirá menos gasto de energia dos monitores e com isso ajuda a diminuir o consumo de energia elétrica. Exemplos desta técnica pode ser encontrada no site http://www.blackle.com/. Lógico que não devemos ignorar as necessidades do projeto e só daqui pra frente usar de cores mais escuras. Mas sempre que tiver espaço para usar, saiba que ajudou a diminuir o consumo de energia! E só para constar, preto pode ser usado de forma extremamente clean também.

2 – Hospedagem Ecológica

O que faz de um serviço de hospedagem ecológico ou não? De forma simples e direta, o quanto de energia ele consome para manter seu site 24h no ar. Pois pense no seguinte, o site é hospedado numa máquina que não pode ser desligada nunca, em miúdos esse é o príncipio de um servidor de internet. Porém para tal operação é necessário uma operação de otimização do consumo de energia e consecutivamente das temidas emissões de carbono. Agora a questão que fica é: Seu hospedador está realmente se preocupando com isso? A melhor solução é cobrar como cliente quais são as medidas que estão sendo tomadas nesse sentido. Fica aqui duas dicas de servidores que realmente levam a questão ecológica a sério:

http://www.hostgator.com/ 

http://www.thinkhost.com/.

3 – Certificação Digital

Essa é mais válida para portais gorvenamentais. Imagine que entrou no site da sua prefeitura para tirar a segunda via de um documento que precisa ser impresso. Porque não, em vez de te forçar a gerar uma impressão, não ter a opção de você receber uma versão em PDF certificada digitalmente pela prefeitura?

Essa simples idéia ajudaria a gerar um consumo mais consciente de papel, além de diminuir emissões de tinta. Para os que não sabem no Brasil, de acordo com a lei 4096/01, todo documento assinado digitalmente por meio de um certificado digital, possui validade jurídica.

Como podem ver, são pequenos detalhes que ajudam a diminuir as emissões de carbono e a tornar seu projeto mais ecológico e com certeza existem milhares de utras idéias que podem ser aplicadas nesse sentido, porém devo ressaltar que toda medida que envolva alterações no layout do site, só deve ser tomada após ser realizada uma análise do briefing do cliente.

E não se esqueça, seja um Designer Ecológico sem ser um EcoChato!

Abraços a todos e Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

12 idéias de Design Sustentável vindas da natureza

O vídeo é ótimo, infelizmente não encontrei ele legendado. Mas ainda assim é fantástico parar e lembrar que as melhores idéias são aquelas que vem sido evoluídas desde que a vida nasceu no planeta!. Assistam!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

As mãos em cima da Copa e a Arte em cima do Design.

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Agora é oficial, o logo da Copa 2014 será aquela taça cheia de mãos querendo se apossar dela. Aquele mesmo que tem o 2014 em um vermelho estranho, pois que me recorde não possuimos nenhuma referência a esta cor em nada que simboliza o Brasil. Aquele que o R e o C ao lado parecem ter sido marcas de ferro em gado, provavelmente para deixar claro que o Roberto Carlos é do Brasil…quem sabe…

Apesar dos comentários irônicos acima, respeito a idéia do logo, só podia ter sido melhor executada. Também não vou entrar na tentação de dizer que é feio ou bonito, não é isso que um Designer tem que avaliar, tem é que avaliar questões técnicas e se a marca transmite a mensagem correta.

Bom, já existem profissionais demais avaliando se está correto ou não, gente muito mais gabaritada do que eu para discorrer do assunto inclusive. Portanto vou olhar a questão de outro ponto de vista.

Comitê de Notáveis

O que mais me chamou a atenção nisso tudo, não foi a marca em si. O que realmente me chamou a atenção foi a escolha do comitê de aprovação. O comitê era composto por nomes como: Ricardo Teixeira (O Cliente), O Presidente Lula (Representando a sociedade brasileira), Ivete Sangalo (música), Gisele Bündchen (moda), Oscar Niemeyer (arquitetura), Paulo Coelho (literatura) e Hans Donner (único Designer da lista).

Se formos analisar, tirando o Lula e o próprio Ricardo Teixeira, temos uma seleção de artistas para aprovar o que foi visto pelo cliente como uma peça de arte. Então nada mais lógico do que chamar artistas renomados de diversas áreas para aprovar a marca! Inclusive o Design foi contemplado na presença do Hans Donner, porém foi encarado como mais uma modalidade de arte.

Não viram a marca como uma peça de comunicação de um evento que não ocorre a mais de 50 anos no país! Viram como uma escolha entre diversas peças de arte. Visto desse ponto de vista fica absolutamente explicado porque a comunidade de Design tem criticado tanto o logo, ele não foi encarado como trabalho de Designers em nenhum momento e se soubermos o nome do idealizador, com  certeza será referenciado como artista gráfico ou algo do tipo.

Arte é uma parte importante do Design, mas não é Design. Uma peça de arte é questão de gosto. Uma peça de Design é questão de comunicação.

Enfim…

E agora é isso que temos aí. Uma marca que só consegue ser defendida na base do “ah, eu gosto da marca da copa” ou “eu achei bonito, não está feio”.

Encerrando, acredito que isso vai ser positivo para o Design Brasileiro. Pela primeira vez está ficando claro de forma gritante para a sociedade, o que nos diferencia de artistas. Quais as prerrogativas de um bom Design. Não me recordo de outro momento que os Designers tiveram tanta voz, quanto para se unirem e apontarem os defeitos da marca da Copa!

Enfim, a taça já está aprovada e só nos resta agora desejar boa sorte ao Designer que a criou, pois com certeza ele é a pessoa que mais está aprendendo com esse episódio e sorte ao Design Brasileiro, e esperar que um dia o mercado finalmente entenda a diferença entre Arte e Design.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ralph Baer, Pai do Videogame e Tio dos Game Designers

Quando se pensa na história dos video-games, a mídia brasileira lembra do produto mas poucas vezes honra como se deve o criador dela. Por isso este artigo conta um pouco desta história, falando de Ralph Baer, o criador do primeiro video-game de sucesso, o que abriu mercado para todas as gerações que seguiram e criou o espaço onde se reveleram grandes designers tais como Hideo Kojima, Hironobu Sakaguchi e Shigeru Miyamoto.

Tudo começaria no ano de 1966, quando Ralph Baer, alemão naturalizado nos EUA, teria criado o "Brown Box", Um sistema de telejogo que permitia ao jogador interagir por meios de controles conectados ao aparelho com os personagens renderizados em pixels na tela. Os controles eram grandes caixas com seletores de movimento vertical e horizontal e nada mais.



Inventor do sistema de cartuchos, o Brown Box nasceu com apenas dois jogos, e foi lançado com o nome de Magnavox Odissey, o primeiro video-game da história. Com gráficos que hoje seriam considerados precários, o sistema tinha diversos acessórios interessantes, como por exemplo telas transparentes que eram colocadas sobre a tela da TV para simular o cenário, pois o aparelho não tinha capacidade de renderiza-lo!


Ao longo da vida do console ele sofreu uma série de atualizações, entre elas o primeiro jogo de tiro operado por uma pistola. O conceito de um sensor de movimento interno na pistola informar ao video-game onde deve estar seu cursor nascera aí e até hoje é usado nos seus irmãos mais novos.Tudo graças ao engenho de Baer.

Há de se deixar registrado, que o que realmente importava era criar um sistema de interação entre as pessoas, uma forma de evolução das mídias existentes. Um sistema de entretenimento digital. O Videogame não nasceu para impressionar a ninguém pelos seus gráficos e sim para gerar diversão! Então qualquer pessoa que deseje seguir na área deve ter isso em mente ao criar um projeto, a diversão do usuário está acima de qualquer coisa.

Para finalizar, deixarei alguns links sobre o assunto.

História do Odissey - http://www.pong-story.com/odyssey.htm - Link em Inglês

História de Ralph Baer - http://en.wikipedia.org/wiki/Ralph_Baer - Link em Inglês

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Minuto da Propaganda – Jingle é tudo!

Uma das armas mais poderosas da imagem, é a música, som ou no caso da publicidade o Jingle, que é uma música feita exclusivamente para o anúcio de um produto, idéia ou serviço. Também é um forte aliado de estratégias de branding!

Esse formato de publicidade foi criada nos EUA, no ano de 1926, para a marca “Cereais Wheaties”. No Brasil, o primeiro foi o Jingle da Padaria Brangança veículado pelo rádio, no programa de Ademar Batista em 1932.

O Jingle tem a característica de ser relativamente mais barato e possuir forte penetração no público, em especial se for genial, como algumas propagandas que selecionei abaixo.

Para um Designer é importante conhecer o valor da música ao formular uma campanha. Muitas vezes a solução não mora na pirotécnia gráfica e sim em imagens simples acompanhadas de um efetivo Jingle!

Segue abaixo alguns exemplos para pensar no assunto!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Olhos de Designer

Já se perguntaram sobre a diferença entre ver e enxergar?

Enxergar se refere ao princípio biológico da visão, se seus olhos funcionam, você enxerga. Podemos também dizer que a visão é a capacidade de coletar dados visuais disponíveis ao seu redor.

Já o conceito de ver é um pouco mais complexo, enquanto enxergar se refere à capacidade, ver está ligado com a interpretação do que se enxerga. Um exemplo claro disso mora na teoria das cores.

Na Física não existem cores, existem frequências de luz que o cerébro humano interpreta da forma como vemos. Por isso uma cor que algumas pessoas diriam ser marrom, para outras pode ser laranja muito escuro.

Ou seja, o processo de captação das imagens ao seu redor ocorre em duas etapas: Na primeira você coleta os dados e na segunda interpreta os dados guiado pela sua carga biológica e cultural. Bom pelo menos é assim que deveria ser!

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Experimente testar com seus colegas:“qual o nome dessas cores?”

Poucos estão realmente interpretando aquilo que enxergam atualmente, simplesmente porque não dá mais tempo! Se perdem no turbilhão causado pelo excesso e alta velocidade com que os dados são trafegados e esquecem de exercer o ato de analisar  aquilo que enxergam.

A visão superficial é uma característica dos nossos tempos que é inclusive estimulada pelo sistema consumista onde vivemos. Se as pessoas enxergam mais coisas em menos tempo, sem refletirem sobre o que viram, tornam-se compradores muito mais potenciais.

Por isso, todo aquele que for se tornar Designer tem que treinar sua visão, ser capaz de interpretar a todo momento aquilo que está enxergando, ser crítico e selecionar o que vale a pena dar atenção. Focar os olhos na informação que ele tem que absorver em vez de “passar os olhos” por cima de tudo de forma distraída. Designers criam tendências, porém não há como criar nada se não é capaz de interpretar aquilo que enxerga.

Para encerrar o tema, segue algumas passagens do ótimo documentário “Janelas da alma”





quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Qual o valor de um Designer?

"Hoje, depois de estudar 5 anos e trabalhar quase 15 anos com publicidade, chego na agência e pego um novo job: "Criar um convite de aniversário para a festa da cliente." Me preparei tanto... para isso? VDM."

Esse comentário foi-me trazido por uma amiga que assim como eu atua na área de Design e isto gerou um animado debate com o seguinte tema:  Nosso amigo “VDM” realmente foi subjulgado em sua capacidade?

Resumindo toda a conversa exponho o meu ponto de vista de forma direta: O problema é que enquanto “VDM” achava algo comum demais fazer um convite, o cliente (ou no caso a agência) é que esperava dele um convite digno de um Designer.

Podem haver diversas situações onde durante um projeto o Designer tem que se preocupar com detalhes minímos e até mesmo coisas que uma boa maioria dos profissionais do mercado olharia com desprezo. E é exatamente nestas situações que o Designer se destaca, pois dá às pequenas coisas uma abordagem diferente e funcional!

Como exemplo posto abaixo três idéias simples de como apresentar uma proposta diferenciada de convite para uma festa.

Cubo Convite

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O cubo com a foto de quem convida e numa outra face a foto do convidado, feito em papel, pode ser impresso numa gráfica comum. Em epócas de Flickr é uma idéia extremamente viável e além de tudo é barata.

Convite na garrafa

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O convite iria em papel envelhecido dentro de uma garrafa de resina colorida ou ainda com detalhes temáticos. Simples de executar e dá toda uma experiência de uso à quem receber o convite. Se usar materiais a prova d’agua ainda dá pra fazer isso em garrafas que contenham a bebida!

Convite em LCD

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Uma versão tecnológica de convite. Mandar um porta-retratos digital que contenha fotos suas e o convite em alta definição é algo que possui um custo mais elevado, mas além de convite torna-se uma forma interessante de se ofertar um brinde. perfeito para empresas que queiram convidar clientes estratégicos ou fornecedores para uma reunião.

O valor de um Designer não é medido pelo o que ele faz, e sim por como ele o faz. Pensem nisso!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como gerenciar criativos de forma criativa!

Um dos maiores desafios de qualquer empresa que tenha um departamento de arte, é a tarefa de direcionar e manter estimulada a sua equipe de Designers! Existem diversas características que tornam o Designer um profissional diferenciado e portanto exige um trato especial para se conseguir a máxima eficiência deste profissional.

Portanto vou listar algumas ações que podem ajudar a tornar sua equipe de Arte mais funcional, animada e estimulada!

1 – BrainStorming

O BrainStorming é um processo vital no começo de um projeto, é onde a equipe se reúne e discute de forma aberta todas as idéias possíveis para a execução da tarefa.

Quando cito a palavra aberta, estou sendo extremamente literal! Qualquer um deve participar da reunião de BrainStorming, mesmo os que não forem da área de Design! Pois neste processo toda idéia é bem vinda e não deve ser criticada e sim anotada e estimulada. Pois o que importa é gerar na equipe um ambiente criativo onde uma hora “A Idéia” vai surgir!

Porém para isto deve se atentar que a equipe tem que ficar a vontade, não pode haver neste momento distância entre a direção e o colaborador. Todos tem o mesmo peso na mesa. Sugere-se inclusive que o Diretor de Arte, não seja o primeiro a dar idéias, exatamente para evitar que no intuito de agradar o diretor, as pessoas se retraiam em suas idéias!

Portanto no BrainStorming lembre-se: Não é o momento que você deve usar para mostrar à sua equipe o quanto você é genial. É o momento de estimular as pessoas a serem geniais!

2 – Comunicação

Uma das coisas mais comuns dentro de empresas é restringir a comunicação do profissional por vias online. Isso é um sintoma de que a empresa não sabe o potencial das novas mídias e por não compreender as enxerga como um risco.

Youtube, Skype, MSN, FaceBook, Twitter, tudo isso pode ter muita bobagem, concordo, mas pode ter também muito conteúdo a somar à criatividade da equipe. Tudo depende de como irá educar sua equipe ao uso destas ferramentas.

Permita que seus funcionários acessem Skype, MSN, Youtube, permita que eles se comuniquem. Cortar as comunicações dentro do horário de trabalho da equipe apenas favorece um ambiente onde o profissional sente-se recluso. Imagine o caso do Designer ter que buscar imagens na Internet, só que o acesso da máquina dele é bloqueado pela empresa?

3 – Exposição

Outro ponto interessante é criar políticas de valorização do trabalho da equipe, mantendo eles expostos ao mercado. Um exemplo interessante ocorreu a um tempo atrás dentro dos estúdios Maurício De Souza. Foi promovida uma ação interna onde os desenhistas foram convidados a desenhar versões dos personagens da Turma da Mônica e depois de encerrada a ação, todos os trabalhos foram expostos nas revistas.

Esse tipo de atitude valoriza o profissional e o estúdio, por investir no potencial profissional de seus colaboradores. Não se esqueça que o valor de uma empresa tem uma bela parte refletida no valor de mercado de seus profissionais.

4 – Remuneração

Vamos entender uma coisa, ser bem remunerado é diferente de ganhar muito dinheiro. Ser bem remunerado é um conceito onde o profissional sente-se plenamente satisfeito com o ambiente de trabalho e está realizado em todas as suas necessidades. Isso consegue-se com um ambiente aberto, tranquilo e seguro no local de trabalho da equipe, lembrando de respeitar os 3 pontos acima.

Claro, deve-se remunerar bem o Designer, afinal para se formar um bom Designer vão até seis anos de estudo na área e mais alguns de prática! Mas não confie apenas no fato de pagar bem ao seu profissional. Um contra-cheque gordo num ambiente de trabalho caótico, em pouco tempo torna-se apenas um número sem valor para o profissional.

5 – Flexibilidade

Uma boa idéia é promover uma política de flexibilidade nos horários de trabalho da equipe. Cada vez mais o profissional não consegue ser medido por quantas horas ele trabalha e sim pelos resultados que ele gera.

No caso de Designers isso é algo mais gritante ainda. Um bom Designer consegue gerar produtos, marcas e conceitos que possuem valor agregado imenso. Diante disso chega a ser estranho que o controle deste recurso humano seja estipulado com base na carga horária dele. O que importa é o que o profissional cria e não se ele faz isso das 8:00h às 18:00h, até mesmo porque não é incomum ver um Designer trabalhando as duas horas da manhã, porque teve uma boa idéia naquela hora.

Para encerrar a matéria, deixo abaixo alguns vídeos para complementar o assunto.


Este pequeno vídeo mostra uma dinâmica dentro de um processo de BrainStorming

Programa da TVsebrae- Negócios e Soluções parte 1

Programa da TVsebrae- Negócios e Soluções parte 2

Programa da TVsebrae- Negócios e Soluções parte 3

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Forma, Função e Tecnologia.

Em diversos artigos abordei sobre o que é ser um Designer, seu valor no mercado e suas obrigações como comunicador social. Hoje vamos expandir um pouco mais esses conceitos falando do tripé básico que norteia a atuação do Designer.

1 – Função

Não existe nenhuma peça sem função definida, este é o ponto de minerva que separa o ofício de Designer de qualquer outra expressão artística. Tudo que o Designer cria tem que ter alguma funcionalidade, algum objetivo, um porque de existir!

E essa função deve ser criada com base em pesquisa no público alvo, além de um cuidadoso estudo em cima dos dados dessa pesquisa. Convêm ao Designer inclusive vivenciar a cultura do povo que irá usar a peça em questão para ter certeza que a função do objeto criado, adapte-se totalmente ao público.

2 – Forma

Definida a função do objeto, é preciso definir a forma deste objeto. O desenho correto da forma(conceito que agrupa em si, o desenho da peça, cores, etc.) pode dar uma grande vantagem ao produto, além de garantir que ele seja agradável ao público que será foco da peça a ser criada.

Novamente deve ser baseado no nicho de mercado para qual a peça que estamos criando está sendo feita. Um erro comum nesta etapa é fazer algo generalizado ou baseado em premissas incorretas.

Devemos lembrar que este mundo globalizado não se agrupa apenas em mercados regionais, mas em nichos culturais também. Um exemplo para isso ficar claro: Se desenvolvermos um produto para a promoção de um Mangá, iremos observar o fenômeno de que apesar do Mangá ser de origem Japonesa, todas as pessoas que participam do nicho cultural do Mangá, independente de sua região, cultura local ou características regionais, compartilham os mesmos hábitos quando se refere ao gosto pelo Mangá (objeto gerador do nicho) com leves variações apenas nos temas preferidos (neste ponto é que ocorre a aculturação do nicho). Então a partir do estudo dessas similaridades é que iremos escolher a forma de nosso produto.

3 – Tecnologia

Para falar disso, vai um simples exemplo: Imaginem que quando o homem imaginou que poderia economizar trabalhando ao arrastar objetos (função), ele deveria criar um objeto cilíndrico, que tivesse um furo no meio para poder prender ali uma haste, uma roda!(forma). Muito bem, ele já definiu duas coisas. Mas digamos que ele não tivesse os meios para esculpir a pedra, o que teria sido de nós?

Agora que vislumbramos a possibilidade da roda ter ficado “quadrada” dá para entender de forma simples e direta a importância da evolução tecnológica para a concepção de qualquer produto do Designer.

Uma última dica para encerrar é rever a palestra do Porquê do design, de Philippe Starck. Onde ele descreve de forma muito divertida como se ater à estes princípios sem correr o risco de se tornar um profissional egoísta no exercício de sua função.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Qual o real valor do Design?

O papel do Design é algo muito claro: Agregar valor a produtos, idéias, serviços ou até mesmo personalidades e com isso gerar o interesse das pessoas. Isso falando de forma mais primária e superficial, poderia ainda citar o papel social do Design como um dos mais poderosos meios de construção cultural existentes na comunicação. Poderia também citar o papel fundamental no fomento da Economia em Especial se falarmos da Economia Digital! Mas falar do papel não responde uma pergunta, dentro dessa fatia de bolo que nos cabe no mercado, qual é o nosso valor?

Tá aí uma questão extremamente delicada, em especial no mercado brasileiro. A função do Designer é nova, relativamente recente se compararmos com a Europa, país onde a profissão praticamente nasceu, com o advento da Revolução Industrial e onde surgiram os primeiros Designers que eram realmente bem remunerados pelo valor que agregavam as peças produzidas pelas fábricas.

Porém no nosso país, durante muito tempo o Designer foi confundido com diversas profissões que pouco ou nda tinham a ver com o exercício de planejamento visual do Designer. Até hoje por exemplo, muita gente erudita neste país associa Design com os departamentos de TI de suas empresas por exemplo! Num cenário desses fica difícil discutir sobre valor real.

Antigamente o cenário era bem pior, o mercado estava saturadíssimo de profissionais sem preparo e que não tinham noção nenhuma do valor de seu próprio trabalho, pórém estes atuavam no mercado com a pompa de grande profissionais que atuavam a valores ínfimos. Hoje em dia ainda temos esse tipo de profissional, mas o número de Designers com estudo e foco na área aumentou muito e isso contrabalança o mercado. Ou seja, profissionais que sabem se adaptar as necessidades do mercado, praticar valores que sejam compatíveis com o seu meio-ambiente (não adianta chegar em uma cidade pequena e querer enxertar os valores que cobraria numa metrópole por exemplo), mas fazem tudo isso sem prostituir o real valor de seu trabalho!

Para ter-se idéia de quanto o trabalho de Design é valioso temos que entender que vantagem o cliente leva nisso tudo, olhando por exemplo no caso do valor que uma marca pode gerar ao cliente, o case da Coca-Cola que no ano de 2008 teve a sua marca avaliada em 66,6 Bilhões de doláres. E estou falando somente da marca heim!

Abaixo deixo alguns vídeos que reforçam o tema de forma bem interessante!


Matéria do Bom Dia Brasil.


Mesa de Debate na RedeMinas.

Rodrigo Postigo fala sobre as marcas mais fortes do momento.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

E se o mundo fosse somente 100 pessoas?

Eu vivo dizendo aonde vou que o Designer não é um artista. Artistas são profissionais que expressam o que querem, sem nenhum compromisso com um objetivo pré-definido…ele apenas conta algo que ele queria contar! Desenha algo que ele quer mostrar, as idéias que ele transmite não possuem de forma necessária um foco.

A arte está para o designer, como o martelo está para o marceneiro. A arte é parte de nossa alma com certeza, mas ao se tornar designer, escolhemos usa-la como nossa ferramenta para potencializar idéias, conceitos, serviços, produtos, pessoas, seja o que for. Trabalhamos com foco, objetivo e traçando caminhos concretos, mesmo que as peças as vezes sejam subjetivas! Até mesmo a nossa subjetividade terá um resultado concreto que foi planejado antes de ser executado.

Por isso, o designer tem um potencial enorme como comunicador e um importante papel social como formador de opiniões. O vídeo abaixo é um exemplo de como isso pode fazer a diferença.

Nota: Este vídeo foi premiado no Festival de Cannes no ano de 2001.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Boa dica aos Freelancers de plantão.

Para quem prefere trabalhar livre, leve e solto. Uma ótima dica é o site http://www.getafreelancer.com. O site disponibiliza trabalhos para designers, postados por clientes do mundo todo!

Como é de se imaginar, dominar o inglês é uma necessidade para se comunicar com a clientela! Mas não deixa de ser uma ótima oportunidade!

Abraços!