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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dicas de diagramação

Diagramar não é uma arte, é uma técnica. É uma técnica que concede às páginas harmonia entre as informações que devem ser exibidas numa peça, para ajudar quem tá começando juntei aqui algumas dicas que eu mesmo ouvi ao longo do tempo.

1 – Espaçamentos

Divida o job em partes proporcionais, considerando que entre cada parte deve haver um espaçamento que seja longo o bastante pra garantir o respiro de cada informação e próximo o suficiente para manter a dinâmica da mensagem.

Mantenha espaçamentos iguais entre os elementos do job. Se fizer isso com precisão o conteúdo ganhará mais valor, além de facilitar a leitura do usuário. Após definir e seguir de forma rígida as regras de espaçamento que definir em sua arte, pode inclusive quebrar essa regra para dar mais destaque a um elemento específico! Como um splash que por exemplo invada um pouco alguma caixa de texto.

2 – Espaço branco

Muita gente acha que o branco não comunica nada e por isso devemos ocupar toda a área do material, mesmo que para isso devamos “encher linguiça”.

Bobagem!

O branco comunica sim e muita coisa, adiciona leveza ao material e se a primeira dica acima for seguida com cuidado garante a legibilidade do job. Para visualizar o que eu digo, pegue a imagem da bandeira do Japão e perceba que o vermelho só ganha destaque por estar envolto pela cor branca.

Lembre-se, você como Designer não vende área de ocupação na página, vende qualidade de comunicação.

3 – Hierarquia visual

Esse é um conceito que nos ensina a ordenar nossos elementos de acordo com a importância deles na composição da mensagem.

O que for mais importante ganha mais destaque e o que for menos importante menos destaque.

Os meios que dispomos é por diferenças de tamanho (maior o que for mais importante, menor o que for complementar e assim por diante), podemos trabalhar com a paleta de cores do projeto (Um exemplo é quando se atribui uma cor mais chamativa a um título e uma mais discreta ao texto em si) e podemos também criar elementos que sirvam para ancorar as informações (tais como splashs, caixa de texto, bullets, etc.).

Por exemplo, se estiver diagramando um panfleto, os elementos mais importantes são o logo(que define quem é o cliente), a chamada principal (que diz o que ele faz) e o telefone (que dá o caminho para ele ser encontrado). São os mais importantes pois são a síntese da mensagem.

Neste mesmo exemplo uma lista tabulada com os serviços do cliente não possui tanto destaque e por isso deve ser diferenciada dos 3 primeiros elementos.

4 – Diagramar é diferente de criar layout

Criar um layout envolve definir como adaptar de forma inteligente a identidade visual do cliente numa peça de arte. Diagramar é ordernar os elementos da mensagem dentro desse layout. Ou seja é uma segunda e distinta etapa do processo.

Por isso não tente criar enquanto diagrama, ou diagramar enquanto cria, tudo que vai conseguir é um material bagunçado ou travar seu processo criativo. Separe os processos e verá que obterá resultados melhores.

Bom, por enquanto é só, mas para que possam estudar mais sobre o assunto deixo alguns links abaixo.

Diagramação

Diagramação por Grids

Diagramação na Web

terça-feira, 14 de junho de 2011

Qual é o retorno do Design ao cliente?

Hoje em dia uma das principais perguntas dos designers mais jovens é a clássica: “Quanto vale o meu trabalho?” Já vi diversas tabelas que tentam orientar e equalizar o valor do serviço aqui no Brasil, mas poucas pessoas dizem a realidade: Seu valor é proporcional ao retorno do cliente. Ou seja, que vantagem ele ganha por ter investido em Design. Para esclarecer mais o assunto, selecionei algumas coisas que seu trabalho deve gerar à qualquer cliente.

Valorização da Marca do cliente

Não importa quem seja o cliente, ninguém paga um Designer só para deixar algo bonitinho. Isso qualquer especialista em computação gráfica pode fazer, sem maiores problemas e por um custo muito menor.

Todo cliente espera como objetivo primordial de qualquer job realizado pelo Designer que a Marca saia mais valorizada e deve ser esse o objetivo máximo de qualquer ação. Isso pode ser alcançado com coisas simples, tais como: O correto posicionamento do logotipo nos materiais, definição da hierarquia visual de forma mais eficiente e sempre usar as cores pertinentes à identidade visual descrita no manual da Marca. É verdade que hoje em dia ainda existem muitas empresas que simplesmente não possuem esse documento, mas em vez de fazer de qualquer jeito, ofereça o serviço de produção do Manual! O Designer e o cliente saem ganhando nisso.

Aproximação do cliente com seu público

Criar uma peça de comunicação seja digital ou impressa sempre tem dois objetivos muito básicos: O primeiro é comunicar a mensagem de forma apropriada ao público-alvo. O segundo é na verdade resultado do primeiro objetivo, gerar aproximação do anunciante com o público.

Não tem muito segredo, apenas se comunique na linguagem do público, de forma inovadora e interativa. Um bom exemplo disso, foi uma capa da revista Veja onde o leitor via seu rosto espelhado na capa. Curiosamente dois meses antes da publicação da revista eu criei uma peça no âmbito universitário que tinha a mesma idéia! Vejam abaixo.

anunciohonda_thumb[5]No centro coloquei esse rapaz sorridente pra ilustrar onde iria o papel espelhado. Com isso conseguiria comunicar a mensagem do anúncio e ainda promoveria interação do anunciante com o público e num impresso!

Lucro!

Pode parecer óbvio dizer isso, mas se você cria uma ação ela tem a obrigação de gerar lucro ao cliente! Não adianta nada um vídeo publicitário ganhar prêmios pelo mundo todo e não dar retorno efetivo ao cliente junto ao públio-alvo dele, que em muitos casos nem fica sabendo da existência de tantos prêmios por trás do vídeo.

Então se o seu trabalho ficou bom, não deixe de coletar os dados que comprovam a efetividade real da ação. E o número que vai comprovar isso sempre será o aumento na lucratividade. 

Concluindo

Documentar esses retornos é muito importante ao Designer na hora que tiver que fazer uma apresentação sobre si ou seu trabalho. Se tiver tudo isso bem documentado, na hora de passar seu orçamento perceberá que contra fatos, não há argumentos.



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

EcoDesign para Webdesigners

Quando falamos de EcoDesign nos dias atuais, lembramos de forma mais efetiva de produtos ecológicos, tais como lápis que usam madeira de áreas reflorestadas, chapéus que usam fibra de côco, carros elétricos e até mesmo do projeto do Biocombustível. Mas quando passamos à mídias digitais, fica difícil imaginar como podemos criar soluções ecológicas que sejam realmente eficientes.

Por isso organizei uma lista de medidas que podem ser tomadas para tornar o seu projeto digital mais bacana para com o planeta, veja só:

1 – Cores escuras

Apesar de vivermos em tempos onde muita gente acredita que para um projeto ser “clean”, ele deve ter uma predominância de branco em sua composição e de tons que sejam claros e simples, o uso de tons mais escuros exigirá menos gasto de energia dos monitores e com isso ajuda a diminuir o consumo de energia elétrica. Exemplos desta técnica pode ser encontrada no site http://www.blackle.com/. Lógico que não devemos ignorar as necessidades do projeto e só daqui pra frente usar de cores mais escuras. Mas sempre que tiver espaço para usar, saiba que ajudou a diminuir o consumo de energia! E só para constar, preto pode ser usado de forma extremamente clean também.

2 – Hospedagem Ecológica

O que faz de um serviço de hospedagem ecológico ou não? De forma simples e direta, o quanto de energia ele consome para manter seu site 24h no ar. Pois pense no seguinte, o site é hospedado numa máquina que não pode ser desligada nunca, em miúdos esse é o príncipio de um servidor de internet. Porém para tal operação é necessário uma operação de otimização do consumo de energia e consecutivamente das temidas emissões de carbono. Agora a questão que fica é: Seu hospedador está realmente se preocupando com isso? A melhor solução é cobrar como cliente quais são as medidas que estão sendo tomadas nesse sentido. Fica aqui duas dicas de servidores que realmente levam a questão ecológica a sério:

http://www.hostgator.com/ 

http://www.thinkhost.com/.

3 – Certificação Digital

Essa é mais válida para portais gorvenamentais. Imagine que entrou no site da sua prefeitura para tirar a segunda via de um documento que precisa ser impresso. Porque não, em vez de te forçar a gerar uma impressão, não ter a opção de você receber uma versão em PDF certificada digitalmente pela prefeitura?

Essa simples idéia ajudaria a gerar um consumo mais consciente de papel, além de diminuir emissões de tinta. Para os que não sabem no Brasil, de acordo com a lei 4096/01, todo documento assinado digitalmente por meio de um certificado digital, possui validade jurídica.

Como podem ver, são pequenos detalhes que ajudam a diminuir as emissões de carbono e a tornar seu projeto mais ecológico e com certeza existem milhares de utras idéias que podem ser aplicadas nesse sentido, porém devo ressaltar que toda medida que envolva alterações no layout do site, só deve ser tomada após ser realizada uma análise do briefing do cliente.

E não se esqueça, seja um Designer Ecológico sem ser um EcoChato!

Abraços a todos e Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Minuto da Propaganda – Jingle é tudo!

Uma das armas mais poderosas da imagem, é a música, som ou no caso da publicidade o Jingle, que é uma música feita exclusivamente para o anúcio de um produto, idéia ou serviço. Também é um forte aliado de estratégias de branding!

Esse formato de publicidade foi criada nos EUA, no ano de 1926, para a marca “Cereais Wheaties”. No Brasil, o primeiro foi o Jingle da Padaria Brangança veículado pelo rádio, no programa de Ademar Batista em 1932.

O Jingle tem a característica de ser relativamente mais barato e possuir forte penetração no público, em especial se for genial, como algumas propagandas que selecionei abaixo.

Para um Designer é importante conhecer o valor da música ao formular uma campanha. Muitas vezes a solução não mora na pirotécnia gráfica e sim em imagens simples acompanhadas de um efetivo Jingle!

Segue abaixo alguns exemplos para pensar no assunto!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como gerenciar criativos de forma criativa!

Um dos maiores desafios de qualquer empresa que tenha um departamento de arte, é a tarefa de direcionar e manter estimulada a sua equipe de Designers! Existem diversas características que tornam o Designer um profissional diferenciado e portanto exige um trato especial para se conseguir a máxima eficiência deste profissional.

Portanto vou listar algumas ações que podem ajudar a tornar sua equipe de Arte mais funcional, animada e estimulada!

1 – BrainStorming

O BrainStorming é um processo vital no começo de um projeto, é onde a equipe se reúne e discute de forma aberta todas as idéias possíveis para a execução da tarefa.

Quando cito a palavra aberta, estou sendo extremamente literal! Qualquer um deve participar da reunião de BrainStorming, mesmo os que não forem da área de Design! Pois neste processo toda idéia é bem vinda e não deve ser criticada e sim anotada e estimulada. Pois o que importa é gerar na equipe um ambiente criativo onde uma hora “A Idéia” vai surgir!

Porém para isto deve se atentar que a equipe tem que ficar a vontade, não pode haver neste momento distância entre a direção e o colaborador. Todos tem o mesmo peso na mesa. Sugere-se inclusive que o Diretor de Arte, não seja o primeiro a dar idéias, exatamente para evitar que no intuito de agradar o diretor, as pessoas se retraiam em suas idéias!

Portanto no BrainStorming lembre-se: Não é o momento que você deve usar para mostrar à sua equipe o quanto você é genial. É o momento de estimular as pessoas a serem geniais!

2 – Comunicação

Uma das coisas mais comuns dentro de empresas é restringir a comunicação do profissional por vias online. Isso é um sintoma de que a empresa não sabe o potencial das novas mídias e por não compreender as enxerga como um risco.

Youtube, Skype, MSN, FaceBook, Twitter, tudo isso pode ter muita bobagem, concordo, mas pode ter também muito conteúdo a somar à criatividade da equipe. Tudo depende de como irá educar sua equipe ao uso destas ferramentas.

Permita que seus funcionários acessem Skype, MSN, Youtube, permita que eles se comuniquem. Cortar as comunicações dentro do horário de trabalho da equipe apenas favorece um ambiente onde o profissional sente-se recluso. Imagine o caso do Designer ter que buscar imagens na Internet, só que o acesso da máquina dele é bloqueado pela empresa?

3 – Exposição

Outro ponto interessante é criar políticas de valorização do trabalho da equipe, mantendo eles expostos ao mercado. Um exemplo interessante ocorreu a um tempo atrás dentro dos estúdios Maurício De Souza. Foi promovida uma ação interna onde os desenhistas foram convidados a desenhar versões dos personagens da Turma da Mônica e depois de encerrada a ação, todos os trabalhos foram expostos nas revistas.

Esse tipo de atitude valoriza o profissional e o estúdio, por investir no potencial profissional de seus colaboradores. Não se esqueça que o valor de uma empresa tem uma bela parte refletida no valor de mercado de seus profissionais.

4 – Remuneração

Vamos entender uma coisa, ser bem remunerado é diferente de ganhar muito dinheiro. Ser bem remunerado é um conceito onde o profissional sente-se plenamente satisfeito com o ambiente de trabalho e está realizado em todas as suas necessidades. Isso consegue-se com um ambiente aberto, tranquilo e seguro no local de trabalho da equipe, lembrando de respeitar os 3 pontos acima.

Claro, deve-se remunerar bem o Designer, afinal para se formar um bom Designer vão até seis anos de estudo na área e mais alguns de prática! Mas não confie apenas no fato de pagar bem ao seu profissional. Um contra-cheque gordo num ambiente de trabalho caótico, em pouco tempo torna-se apenas um número sem valor para o profissional.

5 – Flexibilidade

Uma boa idéia é promover uma política de flexibilidade nos horários de trabalho da equipe. Cada vez mais o profissional não consegue ser medido por quantas horas ele trabalha e sim pelos resultados que ele gera.

No caso de Designers isso é algo mais gritante ainda. Um bom Designer consegue gerar produtos, marcas e conceitos que possuem valor agregado imenso. Diante disso chega a ser estranho que o controle deste recurso humano seja estipulado com base na carga horária dele. O que importa é o que o profissional cria e não se ele faz isso das 8:00h às 18:00h, até mesmo porque não é incomum ver um Designer trabalhando as duas horas da manhã, porque teve uma boa idéia naquela hora.

Para encerrar a matéria, deixo abaixo alguns vídeos para complementar o assunto.


Este pequeno vídeo mostra uma dinâmica dentro de um processo de BrainStorming

Programa da TVsebrae- Negócios e Soluções parte 1

Programa da TVsebrae- Negócios e Soluções parte 2

Programa da TVsebrae- Negócios e Soluções parte 3

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Animação da água!

Esta singela animação foi criada na França para uma marca de Água Mineral. Exibida de forma massiva na TV esta animação não exibiu a marca do seu produto por duas semanas seguidas, sendo um exemplo perfeito de teaser, pois realmente prendeu a França inteira na curiosidade de saber quem estava veiculando algo tão bem feito.

Depois de duas semanas no final do comercial é que surgiu a marca da Água Mineral. Nem precisa dizer que foi sucesso de vendas, não é! Bom fiquem com animação aqui abaixo.




sexta-feira, 19 de junho de 2009

Flash: Usar ou não usar? Eis a questão.

O Flash é um tecnologia que mesmo após tantos anos no mercado ainda causa uma polêmica enorme entre os Designers e os Desenvolvedores. Tudo já foi motivo para alguém não recomendar o uso de Flash, assim como já ouvi os motivos mais loucos para defender o uso do Flash também.

Existem como em tudo na vida vantagens e desvantagens no uso do Flash. Algumas das vantagens desta tecnologia, que agora é propriedade da Adobe, é o fato de oferecer um sistema robusto de programação por conta do Action Script 3 e o advento do Flex, além disso dá ao usuário uma oportunidade de ter conteúdo interativo e animado. Tudo isso no final agrega muito à experiência do usuário.

Como desvantagem, existe perante a antigas regras de SEO 1.0 o fato que o Flash não é indexado igual à uma página em XHTML. Arquivos que estejam externos à animação e sejam invocados por código Action, simplesmente passam em branco. Além disso, o Flash ainda encontra resistência pela sua integração com banco de dados. Ela se dá por conectores XML, ou seja, existe a necessidade de uma camada de negociação dos dados entre o Banco de dados (seja ele qual for) e o Flash.

Bom, isso falando de forma resumida. Só que analisando com calma, o leitor perceberá que as vantagens e desvantagens que eu falei são extremamente discutíveis, e não é para menos, afinal de contas elas dependem exclusivamente da habilidade e bom senso do Designer ao usar a ferramenta. A vantagem que citei de gerar uma experiência de interatividade única ao usuário vai por água se o site levar 3 minutos carregando! Nesse caso a experiência do internauta será com o botão fechar de sua página!

Em suma, entender que o Flash é uma ferramenta e que ser bem ou mal usado, depende única e exclusivamente do profissional é um ponto de partida básico a se compreender sobre a tecnologia Flash. Inclusive acredito que no ensino do Flash deve se ensinar este conceito antes de ensinar a sequer desenhar no programa.

Portanto, quando se deparar com a dúvida de usar ou não o Flash, em vez de procurar listas de vantagens ou desvantagens, resuma sua análise a uma pergunta simples: Isso irá agregar quais resultados ao meu cliente?

Finalizo deixando um exemplo de uma campanha executada em Flash que realmente agregou valor à seu cliente! Através de uma ótima idéia que realmente mexe com a curiosidade do visitante, foi criado para a Renault um hot-site totalmente feito em Flash que cumpre muito bem sua missão ao promover o novo Clio Getup.

cliogetup

http://www.renault.com.br/cliogetup/