Muita gente comenta sobre pecados que designers não devem cometer, mas sem querer desmerecer tais textos, tenho a sensação de que se trata de coisas voltadas a quem ainda não é Designer. Por isso, para quem já é Designer selecionei cinco armadilhas que deve evitar.1 – A soberba é sua inimigaUma das piores coisas que pode acontecer a um designer é começar a ficar convencido demais. Quando o profissional já se acha o cara, é o momento em que ele para de correr atrás de conhecimentos para evoluir. Simplesmente por não sentir mais necessidade, afinal ele já é bom o bastante para tudo e se acha o cara!Designer que para de aprender, deixa de ser Designer.2 – Não se foque apenas em estudos de DesignDesign sempre foi uma ciência multi-disciplinar. Muito provavelmente a primeira da história com essa característica, ou seja é uma ciência que para ser exercida depende do conhecimento profundo de outras áreas para que o Designer saiba produzir as peças exigidas.Exemplo onde isso fica muito claro é no Design de Produto, onde é obrigatório o profissional conhecer os processos de produção para poder projetar. Então queridos amigos webdesigners que não sabem programar, atentem-se a isso.3 – Não saber criar relacionamentos aonde vaiPara os que não sabem, Design não pertence à área de TI e sim à área de Comunicação Social, logo saber se comunicar e criar bons contatos aonde passa deve ser uma habilidade nata de qualquer Designer! É por meio desta habilidade que ele absorve o que fazer inclusive para resolver um job!Mas lembre-se, não tem nada mais feio do que ser legal com as pessoas só por interesse. Além de ser desagradável só mostra que você não é de confiança. Então não force a barra, seja legal e comunique-se com todos à sua volta por igual.4 – Não saber interpretar BriefingUm problema grave é quando o Designer pega o briefing e por consequência de já sofrer do primeiro e do segundo problema apresentados aqui, desaprende a ler Briefing.Aí acontece um caso de desrespeito que raramente passa impune. A equipe comercial gasta um tempão organizando o Briefing, detalha tudo com muitas vezes dados oriundos de uma cara análise de mercado, e o designer ou diretor de arte simplesmente ignora aquilo e faz o que ele acha que vai ficar bacana.Um Designer ter opinião é vital. Um Designer que considera sua opinião acima de qualquer outro dado, é artista plástico (sem querer desmerecer os artistas plásticos).5 – Não saber ouvir opiniõesTem muita gente que até que é humilde, estuda, se esforça e tudo mais, mas peca num detalhe importante: Saber escutar.Muitas vezes a melhor idéia vem de onde menos se espera, e saber manter os ouvidos bem abertos para capta-la é vital!Por isso em muitas agências o processo de Brainstoming envolve todas as áreas da agência, a recepcionista, a moça da limpeza, o gerente financeito, todos tem direito de contribuir e é de bom senso ouvir.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Cinco coisas que um Designer deve se atentar
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
EcoDesign para Webdesigners
Quando falamos de EcoDesign nos dias atuais, lembramos de forma mais efetiva de produtos ecológicos, tais como lápis que usam madeira de áreas reflorestadas, chapéus que usam fibra de côco, carros elétricos e até mesmo do projeto do Biocombustível. Mas quando passamos à mídias digitais, fica difícil imaginar como podemos criar soluções ecológicas que sejam realmente eficientes.
Por isso organizei uma lista de medidas que podem ser tomadas para tornar o seu projeto digital mais bacana para com o planeta, veja só:
1 – Cores escuras
Apesar de vivermos em tempos onde muita gente acredita que para um projeto ser “clean”, ele deve ter uma predominância de branco em sua composição e de tons que sejam claros e simples, o uso de tons mais escuros exigirá menos gasto de energia dos monitores e com isso ajuda a diminuir o consumo de energia elétrica. Exemplos desta técnica pode ser encontrada no site http://www.blackle.com/. Lógico que não devemos ignorar as necessidades do projeto e só daqui pra frente usar de cores mais escuras. Mas sempre que tiver espaço para usar, saiba que ajudou a diminuir o consumo de energia! E só para constar, preto pode ser usado de forma extremamente clean também.
2 – Hospedagem Ecológica
O que faz de um serviço de hospedagem ecológico ou não? De forma simples e direta, o quanto de energia ele consome para manter seu site 24h no ar. Pois pense no seguinte, o site é hospedado numa máquina que não pode ser desligada nunca, em miúdos esse é o príncipio de um servidor de internet. Porém para tal operação é necessário uma operação de otimização do consumo de energia e consecutivamente das temidas emissões de carbono. Agora a questão que fica é: Seu hospedador está realmente se preocupando com isso? A melhor solução é cobrar como cliente quais são as medidas que estão sendo tomadas nesse sentido. Fica aqui duas dicas de servidores que realmente levam a questão ecológica a sério:
3 – Certificação Digital
Essa é mais válida para portais gorvenamentais. Imagine que entrou no site da sua prefeitura para tirar a segunda via de um documento que precisa ser impresso. Porque não, em vez de te forçar a gerar uma impressão, não ter a opção de você receber uma versão em PDF certificada digitalmente pela prefeitura?
Essa simples idéia ajudaria a gerar um consumo mais consciente de papel, além de diminuir emissões de tinta. Para os que não sabem no Brasil, de acordo com a lei 4096/01, todo documento assinado digitalmente por meio de um certificado digital, possui validade jurídica.
Como podem ver, são pequenos detalhes que ajudam a diminuir as emissões de carbono e a tornar seu projeto mais ecológico e com certeza existem milhares de utras idéias que podem ser aplicadas nesse sentido, porém devo ressaltar que toda medida que envolva alterações no layout do site, só deve ser tomada após ser realizada uma análise do briefing do cliente.
E não se esqueça, seja um Designer Ecológico sem ser um EcoChato!
Abraços a todos e Feliz Ano Novo!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
12 idéias de Design Sustentável vindas da natureza
O vídeo é ótimo, infelizmente não encontrei ele legendado. Mas ainda assim é fantástico parar e lembrar que as melhores idéias são aquelas que vem sido evoluídas desde que a vida nasceu no planeta!. Assistam!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
As mãos em cima da Copa e a Arte em cima do Design.
Agora é oficial, o logo da Copa 2014 será aquela taça cheia de mãos querendo se apossar dela. Aquele mesmo que tem o 2014 em um vermelho estranho, pois que me recorde não possuimos nenhuma referência a esta cor em nada que simboliza o Brasil. Aquele que o R e o C ao lado parecem ter sido marcas de ferro em gado, provavelmente para deixar claro que o Roberto Carlos é do Brasil…quem sabe…
Apesar dos comentários irônicos acima, respeito a idéia do logo, só podia ter sido melhor executada. Também não vou entrar na tentação de dizer que é feio ou bonito, não é isso que um Designer tem que avaliar, tem é que avaliar questões técnicas e se a marca transmite a mensagem correta.
Bom, já existem profissionais demais avaliando se está correto ou não, gente muito mais gabaritada do que eu para discorrer do assunto inclusive. Portanto vou olhar a questão de outro ponto de vista.
Comitê de Notáveis
O que mais me chamou a atenção nisso tudo, não foi a marca em si. O que realmente me chamou a atenção foi a escolha do comitê de aprovação. O comitê era composto por nomes como: Ricardo Teixeira (O Cliente), O Presidente Lula (Representando a sociedade brasileira), Ivete Sangalo (música), Gisele Bündchen (moda), Oscar Niemeyer (arquitetura), Paulo Coelho (literatura) e Hans Donner (único Designer da lista).
Se formos analisar, tirando o Lula e o próprio Ricardo Teixeira, temos uma seleção de artistas para aprovar o que foi visto pelo cliente como uma peça de arte. Então nada mais lógico do que chamar artistas renomados de diversas áreas para aprovar a marca! Inclusive o Design foi contemplado na presença do Hans Donner, porém foi encarado como mais uma modalidade de arte.
Não viram a marca como uma peça de comunicação de um evento que não ocorre a mais de 50 anos no país! Viram como uma escolha entre diversas peças de arte. Visto desse ponto de vista fica absolutamente explicado porque a comunidade de Design tem criticado tanto o logo, ele não foi encarado como trabalho de Designers em nenhum momento e se soubermos o nome do idealizador, com certeza será referenciado como artista gráfico ou algo do tipo.
Arte é uma parte importante do Design, mas não é Design. Uma peça de arte é questão de gosto. Uma peça de Design é questão de comunicação.
Enfim…
E agora é isso que temos aí. Uma marca que só consegue ser defendida na base do “ah, eu gosto da marca da copa” ou “eu achei bonito, não está feio”.
Encerrando, acredito que isso vai ser positivo para o Design Brasileiro. Pela primeira vez está ficando claro de forma gritante para a sociedade, o que nos diferencia de artistas. Quais as prerrogativas de um bom Design. Não me recordo de outro momento que os Designers tiveram tanta voz, quanto para se unirem e apontarem os defeitos da marca da Copa!
Enfim, a taça já está aprovada e só nos resta agora desejar boa sorte ao Designer que a criou, pois com certeza ele é a pessoa que mais está aprendendo com esse episódio e sorte ao Design Brasileiro, e esperar que um dia o mercado finalmente entenda a diferença entre Arte e Design.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Vender cerveja não precisa ser banal!
Uma das coisas da qual sempre fui crítico ferrenho, é quanto a banalidade dos atuais comerciais, alguns acreditam que basta por uma mulher bonita na tela que o conceito do vídeo tá explicado!
Nada contra belas mulheres na tela da TV, sou contra é a falta de criatividade, a banalização da mulher e a total desconsideração do público feminino como público consumidor potencial. Poderia até se usar da sensualidade como argumento, desde que fosse plenamente justificado.
Esse tipo de pensamento não é exclusivo meu, tanto que diversas campanhas diversificaram suas propostas nos últimos tempos, mas vez ou outra você ainda vê a fórmula batida e desgastada de só mostrar diversas mulheres bonitas consumindo o produto que tá tudo certo.
Como exemplo, selecionei algumas propagandas que conseguiram o objetivo, sem ser banais.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Minuto da Propaganda – Jingle é tudo!
Uma das armas mais poderosas da imagem, é a música, som ou no caso da publicidade o Jingle, que é uma música feita exclusivamente para o anúcio de um produto, idéia ou serviço. Também é um forte aliado de estratégias de branding!
Esse formato de publicidade foi criada nos EUA, no ano de 1926, para a marca “Cereais Wheaties”. No Brasil, o primeiro foi o Jingle da Padaria Brangança veículado pelo rádio, no programa de Ademar Batista em 1932.
O Jingle tem a característica de ser relativamente mais barato e possuir forte penetração no público, em especial se for genial, como algumas propagandas que selecionei abaixo.
Para um Designer é importante conhecer o valor da música ao formular uma campanha. Muitas vezes a solução não mora na pirotécnia gráfica e sim em imagens simples acompanhadas de um efetivo Jingle!
Segue abaixo alguns exemplos para pensar no assunto!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Flash: Usar ou não usar? Eis a questão.
O Flash é um tecnologia que mesmo após tantos anos no mercado ainda causa uma polêmica enorme entre os Designers e os Desenvolvedores. Tudo já foi motivo para alguém não recomendar o uso de Flash, assim como já ouvi os motivos mais loucos para defender o uso do Flash também.
Existem como em tudo na vida vantagens e desvantagens no uso do Flash. Algumas das vantagens desta tecnologia, que agora é propriedade da Adobe, é o fato de oferecer um sistema robusto de programação por conta do Action Script 3 e o advento do Flex, além disso dá ao usuário uma oportunidade de ter conteúdo interativo e animado. Tudo isso no final agrega muito à experiência do usuário.
Como desvantagem, existe perante a antigas regras de SEO 1.0 o fato que o Flash não é indexado igual à uma página em XHTML. Arquivos que estejam externos à animação e sejam invocados por código Action, simplesmente passam em branco. Além disso, o Flash ainda encontra resistência pela sua integração com banco de dados. Ela se dá por conectores XML, ou seja, existe a necessidade de uma camada de negociação dos dados entre o Banco de dados (seja ele qual for) e o Flash.
Bom, isso falando de forma resumida. Só que analisando com calma, o leitor perceberá que as vantagens e desvantagens que eu falei são extremamente discutíveis, e não é para menos, afinal de contas elas dependem exclusivamente da habilidade e bom senso do Designer ao usar a ferramenta. A vantagem que citei de gerar uma experiência de interatividade única ao usuário vai por água se o site levar 3 minutos carregando! Nesse caso a experiência do internauta será com o botão fechar de sua página!
Em suma, entender que o Flash é uma ferramenta e que ser bem ou mal usado, depende única e exclusivamente do profissional é um ponto de partida básico a se compreender sobre a tecnologia Flash. Inclusive acredito que no ensino do Flash deve se ensinar este conceito antes de ensinar a sequer desenhar no programa.
Portanto, quando se deparar com a dúvida de usar ou não o Flash, em vez de procurar listas de vantagens ou desvantagens, resuma sua análise a uma pergunta simples: Isso irá agregar quais resultados ao meu cliente?
Finalizo deixando um exemplo de uma campanha executada em Flash que realmente agregou valor à seu cliente! Através de uma ótima idéia que realmente mexe com a curiosidade do visitante, foi criado para a Renault um hot-site totalmente feito em Flash que cumpre muito bem sua missão ao promover o novo Clio Getup.