No último artigo em que este tema foi iniciado, abordei a evolução dos computadores pessoais para verdadeiros amigos digitais, que são capazes de entender, compreender e interagir de forma real com seus donos.
Na sequência deste tema, vamos falar da segunda tendência:
2 – Mudanças no formato da MPEs e das relações de trabalho.
Atualmente o Brasil conta com mais de 4,6 milhões de empresas sendo que 98% destas são micro e pequenas com até 49 funcionários diretos e receita de até R$ 10,5 milhões por empresa.
É um cenário que está em amplo crescimento, e a tendência é crescer cada vez mais em especial com a nova modalidade de CNPJ o Empreendedor Individual. Esta modalidade que foi criada para tirar da informalidade o profissional liberal, é regida pela Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008. Esta categoria contempla casos onde a empresa lucre até R$ 36.000,00 anuais e tenha ao menos um funcionário recebendo um salário mínimo ou o piso da categoria. Isto garante a abertura de CNPJ a um valor fixo que vai de R$ 52,15 a R$ 56,15.
Com isso descrito, voltemos ao caso das MPEs que tem até 49 funcionários. A previsão mais clara é que cargos de direção e dotados do processo decisório sejam terceirizados para estas novas empresas. Ganha a empresa que gastará menos para manter um profissional de alto padrão, ganha o profissional que terá maior liberdade para lidar com diversos projetos e ganha o país que terá uma alta na geração de empregos.
Este cenário já está se consolidando faz algum tempo, porém a custos muito maiores para os profissionais que inclusive não tinham direito a nenhum tipo de benefício. Mas na nova modalidade pelo valor fixo acima ele terá acesso a benefícios como auxílio-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria, entre outros.
Isso no universo do Design Digital, não apenas reconfigura o perfil de clientes que atenderemos, mas como também criará novas oportunidades de trabalho. O Designer que souber criar um atendimento personalizado para esse novo perfil de empresa, com certeza terá um mercado imenso para explorar.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Cinco tendências em que eu aposto – Parte 2
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Forma, Função e Tecnologia.
Em diversos artigos abordei sobre o que é ser um Designer, seu valor no mercado e suas obrigações como comunicador social. Hoje vamos expandir um pouco mais esses conceitos falando do tripé básico que norteia a atuação do Designer.
1 – Função
Não existe nenhuma peça sem função definida, este é o ponto de minerva que separa o ofício de Designer de qualquer outra expressão artística. Tudo que o Designer cria tem que ter alguma funcionalidade, algum objetivo, um porque de existir!
E essa função deve ser criada com base em pesquisa no público alvo, além de um cuidadoso estudo em cima dos dados dessa pesquisa. Convêm ao Designer inclusive vivenciar a cultura do povo que irá usar a peça em questão para ter certeza que a função do objeto criado, adapte-se totalmente ao público.
2 – Forma
Definida a função do objeto, é preciso definir a forma deste objeto. O desenho correto da forma(conceito que agrupa em si, o desenho da peça, cores, etc.) pode dar uma grande vantagem ao produto, além de garantir que ele seja agradável ao público que será foco da peça a ser criada.
Novamente deve ser baseado no nicho de mercado para qual a peça que estamos criando está sendo feita. Um erro comum nesta etapa é fazer algo generalizado ou baseado em premissas incorretas.
Devemos lembrar que este mundo globalizado não se agrupa apenas em mercados regionais, mas em nichos culturais também. Um exemplo para isso ficar claro: Se desenvolvermos um produto para a promoção de um Mangá, iremos observar o fenômeno de que apesar do Mangá ser de origem Japonesa, todas as pessoas que participam do nicho cultural do Mangá, independente de sua região, cultura local ou características regionais, compartilham os mesmos hábitos quando se refere ao gosto pelo Mangá (objeto gerador do nicho) com leves variações apenas nos temas preferidos (neste ponto é que ocorre a aculturação do nicho). Então a partir do estudo dessas similaridades é que iremos escolher a forma de nosso produto.
3 – Tecnologia
Para falar disso, vai um simples exemplo: Imaginem que quando o homem imaginou que poderia economizar trabalhando ao arrastar objetos (função), ele deveria criar um objeto cilíndrico, que tivesse um furo no meio para poder prender ali uma haste, uma roda!(forma). Muito bem, ele já definiu duas coisas. Mas digamos que ele não tivesse os meios para esculpir a pedra, o que teria sido de nós?
Agora que vislumbramos a possibilidade da roda ter ficado “quadrada” dá para entender de forma simples e direta a importância da evolução tecnológica para a concepção de qualquer produto do Designer.
Uma última dica para encerrar é rever a palestra do Porquê do design, de Philippe Starck. Onde ele descreve de forma muito divertida como se ater à estes princípios sem correr o risco de se tornar um profissional egoísta no exercício de sua função.
sábado, 29 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Minuto da propaganda – Bombril!
Grande Carlos Moreno, a marca Bombril deve a este ótimo ator toda a força que conquistou ao longo dos anos junto ao consumidor, tornando-se um pedaço da cultura brasileira.
Sua imagem foi tão atrelada à marca que a epóca de crescimento da marca concorrente Assolan, coincidiu exatamente com o mesmo momento em que a empresa decidiu diminuir o fluxo das propagandas na TV, que até então eram extremamente tradicionais.
Segue abaixo uma coletânea com algumas destas propagandas!
Leonardo: O Primeiro Designer!
Quando citamos o termo “Designer”, só conseguiremos remontar traços históricos de seu uso a partir da Revolução Industrial, epóca na qual se organizou e fundamentou a necessidade de existir um profissional especializado em projetar as peças que seriam produzidas em larga escala. Porém se formos nos ater aos desígneos da profissão, fica impossível não falar de Leonardo da Vinci. O primeiro homem que exerceu a multidisciplinaridade que é inerente ao Designer.
Leonardo nasceu no ano de 1542 na província de Vinci, na epóca pertecente à cidade de Florença e desenvolveu-se ao longo de sua vida como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.
Sendo parte do ápice do movimento renascentista, Leonardo foi pródigo na aplicação do estudo da anatomia, matemática e botânica para a concepção de pinturas, esculturas, inventos. Essa característica que anos mais tarde seria digna da profissão de Designers fez de Leonardo um caso único dentro do Renascimento.
Tal perfil de profissional foi capaz de conceber mais de 300 anos antes a idéia de helicópteros, tanques de guerra, robôs, a máquina à vapor, submarino, além de muitas outras idéias que só seriam cumpridas séculos depois. Além dissso, concebeu os mais diversos quadros e obras artíticas. Todas baseadas em estudos ferrenhos de anatomia, cores e sombreamento, tais como por exemplo a “Santa Ceia”, “Mona Lisa” e a “Dama e o Arminho”.
Abaixo uma série de links para aprofundar mais ainda o estudo sobre a obra de Leonardo, além de alguns vídeos.
- Informações sobre um quadro de recente atribuição (em português)
- Informações sobre A Virgem do Rochedo (em inglês)
- Biografia resumida de Leonardo (em português)
- Apontamentos sobre A Virgem do Rochedo (em português)
- Site sobre invenções de Leonardo (em português)
- Apontamentos de Leonardo da Vinci (em inglês) no Projeto Gutenberg
- Site sobre Leonardo da Vinci (em inglês) no Museu Nacional de Itália de Ciência e Tecnologia
- Desenhos de seus inventos (em português)
- Galeria de Leonardo da Vinci (em inglês)
- Documentos iconográficos (em português)
(Links provenientes da Wikipedia)
Para encerrar, fica uma lenda na qual Leonardo, uma vez foi contratado por uma dama da corte para realizar um retrato desta. Após cerca de dez minutos desenhando, terminou a obra, que foi mais que aprovada pela sua cliente e cobrou um valor realmente alto pela peça à qual a Dama, prontamente protestou, sob a alegação de que era um valor muito elevado por apenas dez minutos de trabalho. Leonardo prontamente retrucou:
“Para a senhora eu levei dez minutos para concluir este desenho, para mim, foram mais de dez anos de estudo”
Dá o que pensar, não é mesmo?
sábado, 15 de agosto de 2009
Minuto da Propaganda – Monark 1978!
Seguindo a série sobre o minuto da propaganda. Segue abaixo o comercial da bicicleta Monark no ano de 1978!
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
O melhor de Lars Von Trier!
À quem deseja fugir do lugar comum e realmente sabe apreciar cinema como uma forma de arte, com certeza o nome acima não é nenhum estranho.
Lars Von Trier, cineasta criador do movimento DOGMA95, é um dos maiores talentos do cinema atual e referência indiscutível à qualquer um que queira seguir carreira em Design, Cinema ou qualquer profissão que tenha como responsabilidade comunicar-se!
Uma das frases mais simples que exemplificam o porque disso é a que ele diz sobre sua própria visão de cinema: “Um filme tem que ser como uma pedra no sapato do espectador”.
Por isso segue alguns trailers de filmes que recomendo dele!