quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dia 13/02 estréia na cartoon a animação digital “Star Wars The Clone Wars”

Olá a todos,

Muito bem, irá estreiar na Cartoon Networks o novo trabalho de George Lucas, a animação totalmente 3D “Star Wars The Clone Wars”, baseada nos eventos que acontecem durante a guerra dos clones, um pouco antes de Anakin Skywalker assumir a identidade de Darth Vader. Legal, bacana, e apesar de ser fã assumido da série, o que isso tem a ver com Design Digital?

Não teria nada de mais significativo a ver além do fato das técnicas de animação envolvidas, se não fosse produto de George Lucas. E o cara é praticamente um epicentro quando falamos de Design Digital. Devido a criação de Star Wars, George simplesmente revolucionou todo o cenário do que se imaginava por efeito especial, animação e até mesmo conceitos tecnológicos, como por exemplo o Photoshop que eu e você usamos, até nisso este senhor teve uma ponta substancial de participação. Não apenas no âmbito prático da coisa, George, criou demanda ao ambiente de desenvolvimento digital ao mostrar que era possível fazer um filme totalmente baseado em efeitos especiais, ele foi e é “o cara”.

Mas não podemos esquecer de um nome quando falamos de Design e Star Wars: Ralph McQuarrie.

Quem é o cara? Simplesmente é o designer que bolou o conceito visual de tudo que foi criado para os filmes de Star Wars na trilogia original, responsável por cada alien, nave, personagem, tudo que você imaginar! Vejam mais sobre ele neste site: http://www.ralphmcquarrie.com/

E vejam uma mostra de alguns dos desenhos dele nestes vídeos:

Parte1

Parte2

Para mim, foi um dos fatores fundamentais na minha formação visual quando ainda criança, nunca irei me esquecer da sensação de fascínio que tive quando vi o primeiro filme, ainda num rolo antigo que meu avô tinha. Ele projetava na parede a noite e toda vez que via aquilo, eu sentia que queria poder um dia provocar a mesma sensação nas pessoas, imagine quantos não existem por aí que seguiram o mesmo caminho, por causa desse filme?

Por isso, George Lucas e Ralph McQuarrie, são pessoas a quem o Design Digital deve a vida, a alma e a essência que conhecemos hoje!

Por hoje é só, fiquem com o trailer da animação “Star Wars The Clone Wars”:

Que a força esteja com vocês!
Até a próxima.

sábado, 31 de janeiro de 2009

A relação do Design e a cultura do consumo - Parte 3

Olá a todos,

dalilaru4

Vamos lá? Sem pensar mais do que duas vezes, qual é o nome deste cachorro? Se pensaram Cofap, não se preocupem que não pensaram errado!

A imagem do gentil cachorrinho foi tão associada à marca de amortecedores, que hoje em dia, pelo menos em nosso país, indo em qualquer petshop e pedindo por um filhote de Cofap, ninguém vai lhe dar um amortecedor para bicicleta infantil e sim este nobre cãozinho, também conhecido como Dachshund, Teckel, Basset ou Salsinha.

Mais um belo exemplo de como uma imagem bem estruturada, marca e remolda o comportamento das pessoas ao longo dos anos. Segue abaixo o vídeo das propagandas que eram veículadas nos anos 80!


Campanha idealizada por Washington Olivetto, genial, não?

Até a próxima!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Desafio da Tipografia
Olá a todos,

Confiram este vídeo tratando sobre o eterno desafio de ousar na escolha da tipografia ao diagramar um bom trabalho, além de dar uma cutucada nos micreiros de plantão.




Até mais,

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Portfólio Pessoal

Olá a todos,

Acredito que todos os que são designers e até mesmo os que não são se deparam com uma dor de cabeça quando o assunto é fazer um site que reflita seu modo de pensar, agir e ser, não é mesmo?

Pois bem, eu criei o layout abaixo como um modelo do meu portfólio, já com a marca “Design Zero” desenvolvida.

Espero opiniões!

danielmonteiroAs vezes acho que sou meio cubista…

A relação do Design e a cultura do consumo - Parte 2

Olá a todos,

Continuando a matéria anterior, trarei alguns exemplos em pílulas sobre como um bom projeto gráfico pode criar novos hábitos de consumo, de formas positivas ou negativas, exemplificando assim opoder de atuação de um designer como elemento reformador da sociedade de consumo.

Como exemplo de hoje irei falar um pouco do iPhone. O novo produto da Apple é sonho de consumo de muitos devido a um ótimo plano de marketing da Apple e o que muitos não sabem é que alguns de seus concorentes possuem até mesmo mais recursos. Porém o que eles não tem? a maravilhosa tela TouchScreen do Iphone.

iphone-unlocked-01

Tudo no Iphone inspira a interatividade, que abrir algo? Toque. Quer atender uma ligação? Puxe o botão de atender ao primeiro toque do celular. Quer escrever um SMS? Escreva tocando o teclado digital na tela e veja sua mensagem nascer como um balão de pensamento. Tudo no iPhone inspira beleza e interação o tempo todo.

Isso é uma solução de design criada pelo time da Apple que foi o principal diferencial competitivo e criou toda uma nova forma das pessoas interagirem com seus celulares, fortalecendo o termo “m-consumidores” (Mobile Consumidores, ou seja, consumidores de serviços móveis). Antes do iPhone boa parte dos serviços móveis eram limitados ao que a tecnologia permitia exibir, sem considerar de forma significativa a interatividade do usuário a não ser por respostas a sms’s ou download de jogos. Após o iPhone, toda uma legião de designers e desenvolvedores está se adaptando para criar conteúdo possível de ser manipulado pelo toque.

Isto é um grande exemplo de como uma boa idéia de design pode recriar todo um hábito de consumo de informação, além de movimentar totalmente o mercado em torno de si. Para os curiosos, segue abaixo o link falando sobre o vice-presidente de design da Apple.

Até a próxima!

Design Museum - Jonathan Ive(em inglês)

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Um dos trabalhos de Ive a frente da Apple.

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Quem não lembra de como esse monitor era cobiçado? Outra idéia de Jonathan Ive!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Tropical - Cerveja sem álcool com suco de frutas!

Acima está um produto que estou desenvolvendo. Acredito que ainda falta muitos retoques a dar e irei postando aqui como ele foi sendo melhorado.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A relação do Design e a cultura do consumo - Parte 1

Olá a todos,

Ao ler o título do artigo, o leitor já deve imaginar: "Mais um texto neo-socialista que critica a sociedade consumista". Na verdade neste texto busco uma reflexão sobre como o Designer deve se posicionar diante de uma sociedade consumista, cada dia que passa mais voraz por bens com conteúdo significativo. Seria bobagem criticar pura e simplesmente a atual estrutura de nossa cultura, que é toda fundamentada em relações de consumo, deve-se antes de criticar entender como ela funciona e saber posicionar-se de forma construtiva. Afinal é uma das formas pelas quais podemos definir um Designer, um construtor.

Antes de mais nada, temos que entender o que é exatamente consumo. Consumo é uma relação de aquisição, onde trocando em míudos o indivíduo ou organização absorve alguma coisa e a processa gerando algo com aquilo. Para um exemplo mais simples, pense que toda vez que você consome um Big Mac, está processando aquele alimento deveras "saudável" e gerando gordura a ser armazenada! No caso do Design, a relação de consumo é multi-sensorial. Ou seja, o nosso consumidor é aquele que absorve imagens, sons, texturas, cores e o que mais um Designer conseguir agregar a um produto ou idéia.

No começo do texto, fechamos uma idéia clara: Designers são construtores. Designer é aquele que por meio de planejamento da percepção alheia, consegue agregar valor a produtos, idéias ou até mesmo pessoas. Ou seja, o Designer em sua produção aúdio-visual, visa sempre transmitir e tornar uma idéia passível de ser absorvida pela espectador, e além disso, que esta idéia seja fixada e se torne parte da cultura. Neste momento é que o profissional colabora para a construção da cultura, como agente indutor de hábitos e costumes novos que são inseridos por meio de sua criação.

Analisando o que foi dito até agora, podemos concluir que o Designer não consegue apenas gerar produtos e idéias para serem consumidas, ele é capaz de criar todo um novo costume em volta de uma idéia ou até mesmo criar uma necessidade em torno de um produto novo, alterando de forma significativa o meio ambiente cultural e sendo fator determinante nos rumos de uma sociedade consumista.

Estes conceitos reunidos encerram a primeira parte deste artigo. Nos próximos posts iremos estudar alguns casos para especificar ainda mais este conceito e tratar sem falsos moralismos a melhor relação possível entre o artista gráfico e a sociedade de consumo. Mas uma coisa fica bem definida desde este texto: você, Designer, pode até não concordar com a sociedade de consumo, porém até mesmo quando criar uma peça que seja contrária a sociedade consumista, criará um hábito de consumo! É uma idéia para ser pensada com muito carinho. Para encerrar, alguns exemplos da interferência do Design nos hábitos de consumo.


Papai Noel, que é hoje em dia é o segundo personagem mais associado ao Natal, já existia, mas como você o conhece hoje é graças a um desenho criado pela Coca-Cola na década de 30!



Che Guevara, líder da Revolução Cubana, é tido como ícone socialista. Mas ninguém por acaso, nunca se perguntou se já que o Socialismo prega exatamente contra o consumismo, porque é que se gera uma relação de consumo na venda de camisetas com a estampa de Che?